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sábado, 11 de junho de 2011

Solando Guitarra ou violao (improviso)

Video aula improvização-1- Pentatonica
em construção
 


Video aula improvização-2-



segunda-feira, 9 de maio de 2011

INTERVALOS

Bom gente eu achei essa tabela de intervalos na internet mto boa para vc se situar na hora de formar um acorde. Seja ele com setima, nona, decima terceira e ai vai. 


Obs: Eu tomei como  exemplo a nota : C (Dó)
Conhecendo melhor os Intervalos

Veja abaixo um quadro geral dos intervalos, abrangendo todas as notas, lembrando que é muito importante o bom entendimento dos intervalos. 

C(Dó)



quinta-feira, 14 de abril de 2011

Harmonização de Acordes

Escala harmonizada de acordes ?

Introdução


A harmonização de acordes em função de uma escala é uma ferramenta fundamental para compreender a utilização correcta da harmonia num tema. É um conceito que muitos músicos amadores não conhecem, mas que usam inconscientemente quando estão à "procura" do acorde que "soa bem" em determinada progressão. Assim, podemos dizer que "harmonizar" uma escala de acordes é identificar quais são os acordes que "ficam bem" em determinada escala.
O inverso também é verdade: se identificarmos qual a escala que se enquadra numa determinada progressão de acordes, o que estamos a fazer é a encontrar a escala subjacente à harmonização da progressão, o que pode ser útil para percebermos o que estamos a fazer.
Para que serve ?
  1. A harmonização de acordes é uma ajuda importante para quem quer compôr: Após uma ideia inicial de um riff ou de uma progressão que se quer trabalhar, a harmonização de acordes ajuda a identificar com facilidade mais acordes que se encaixam na mesma escala, sem termos de andar "a adivinhar".
  2. A harmonização permite ainda identificar a escala subjacente a uma progressão: Mais uma vez, permite perceber quais são os acordes determinantes da progressão e os menos importantes.
  3. O facto de uma progressão de acordes ter implícita uma escala torna evidente que se quisermos solar ou acrecentar um riff a uma progressão podemos utilizar essa escala (para começar). A hamonização explica como encontrar essa escala.
O que é ?

É simples: É usar cada nota da escala subjacente como base de um acorde e, depois, garantir que todas as notas desse acordes pertençem à escala.
Exemplo:
Vamos pegar nas notas da nossa escala favorita: A escala maior de Dó.
C    D    E    F    G    A    B
O que queremos é identificar um acorde correspondente a cada nota da escala, mas garantindo que todas as notas desse acorde continuam a pertencer à escala. Vamos começar pelo acorde de Dó:
1ª Nota 1º Intervalo 2º Intervalo
C C + m3 = D# (fora da escala!) C + 3 = E (está na escala) E + m3 = G (está na escala) E + 3 = G# (fora da escala!)
  Como o 1º intervalo é uma 3ª maior o acorde é maior Como o 2º intervalo é uma 3ª menor, o acorde não é aumentado: é um acorde maior normal.
Assim, na escala de Dó, o acorde harmonizado de Dó é C+E+G (Dó maior). Se precisar de relembrar as regras de formação de acordes, visite a nossa secção dedicada à formação de acordes.
Vamos agora harmonizar o acorde de Ré:
1ª Nota 1º Intervalo 2º Intervalo
D D + m3 = F (está na escala) D + 3 = F# (fora da escala!) F + m3 = G# (fora da escala!) F + 3 = A (está na escala)
  Como o 1º intervalo é uma 3ª menor o acorde é menor Como o 2º intervalo é uma 3ª maior, o acorde não é diminuído: é um acorde menor normal.
Chegámos à conclusão que na escala maior de Dó, o acorde harmonizado de Ré é D+F+A (Ré menor). Podemos prosseguir assim para todas as notas da escala maior de Dó para chegar a todos os acordes harmonizados, mas já vamos resumir os resultados. Antes disso ainda vale a pena harmonizar o acorde de Si porque é o único caso é que o resultado é um acorde diminuído:
1ª Nota 1º Intervalo 2º Intervalo
B B + m3 = D (está na escala) B + 3 = D# (fora da escala!) D + m3 = F (está na escala) D + 3 = F# (fora da escala!)
  Como o 1º intervalo é uma 3ª menor o acorde é menor Como o 2º intervalo é uma 3ª menor, o acorde é diminuído
Na escala de Dó, o acorde de Si é diminuído! (Bdim = B+D+F).
Regra simples:
Se completássemos o exemplo anterior para todas as notas da escala maior de Dó, chegaríamos à conclusão que a escala de acordes harmonizada de Dó é:
C    Dm    Em    F    G    Am    Bdim
Isto é verdade para todas as escalas maiores ! Os acordes harmonizados são sempre nesta sequência: Maior, menor, menor, Maior, Maior, menor, diminuído. Por exemplo, os acordes harmonizados na escala maior de Sol são:
Escala maior de Sol:
G    A    B    C    D    E    F#
Acordes harmonizados na escala de Sol maior:
G    Am    Bm    C    D    Em    F#dim
Conclusão:
  • A harmonização de uma escala de acordes garante a coerência harmónica de uma progressão de acordes com uma escala subjacente.
  • Analise a cifra de uma música que goste, provavelmente a maior parte do tema trabalha numa escala harmonizada de acordes! Por vezes, para dar "dinâmica" ao tema, o compositor sai da escala harmonizada nas bridges ou pontes, mas depois volta à mesma escala. Existem alguns casos muito comuns por funcionarem bem, como por exemplo no 4º acorde da escala mudar para um acorde menor, o que permite sair da escala harmonizada para marcar uma mudança no tema.
  • Também é possível harmonizar uma escala menor, mas nesse caso existem três escalas subjacentes, a Natural, a Harmónica e a Melódica. As regras de hamonização são exactamente as mesmas que para a escala maior. Veja a nossa página sobre Harmonização nas escalas menores para as conhecer.
  • A harmonização também se aplica aos acordes de 7ª, basta garantir que a 7ª também está na escala subjacente. Veja: Harmonização de acordes de 7ª.

Dicas para solar em Guitarra ou piano

Dicas para solar em guitarra ou piano

Introdução:

Pode ainda não ter descoberto que há escalas que nos ajudam, em função da progressão de acordes, a identificar as notas que encaixam na melodia. Se tiver curiosidade consulte as lições sobre as escalas
pentatónicas e as escalas Gregas:



Independentemente disso, a informação desta página aplica-se, mesmo que não conheça as técnicas referidas. Se as conhecer, melhor ainda!

Estilos de música:

Reconheça os diferentes estilos em função da forma como os instrumentos que solam (guitarra, baixo, piano) mudam de tom com a progressão da melodia, reparará que:

  • Nos estilos Jazz e Folk, a escala do solo muda de acorde em acorde, enquanto,
  • Nos estilos Blues e Pop/Rock, a tendência é que a escala do solo se mantenha ao longo de toda a melodia (só se alterando nos 'breaks')
Assim, nos primeiros estilos, concentramo-nos na melodia acorde a acorde, o que torna muito importante a agilidade e memorização das escalas que se adaptam ao acorde:

Escalas bem ajustadas Tipo de acorde Tipo de acorde de 7ª
Jónia Maior Maj 7
Dórica Menor Min 7
Frígia Menor min 7
Lídia Maior Maj 7
Mixolídia Maior
Eólia Menor min 7
Lócria Dim min 7(b5)
Pentatónica Menor Menor Qualquer
Pentatónica Maior Maior Qualquer

Nos estilos pop, rock e blues, é bastante mais importante identificar a escala que se encaixa bem em toda a progressão de acordes. As lição dois sobre modos Gregos ilustra como se pode fazer isto.

Independentemente disso, neste estilos, concentre-se nas notas alvo, em função do ritmo:
  • Replique a progressão de acordes em notas únicas na barra da guitarra.
  • Concentre-se nas notas raiz do 1º e 3º acorde da progressão de acordes.
  • Garanta que o solo se 'resolve' nestas notas.
  • Experimente variações nos tempos do 2º e 4º acorde.
  • Experimente uma escala pentatónica sobre uma destas notas.
  • Experimente com poucas notas, não tente fazer progressões rápidas, caso contrário não consegue perceber o que está a experimentar nem memorizar o que fez (no raro caso de conseguir um bom 'lick').
Temos uma ferramenta que o pode ajudar a identificar uma escala subjacente a uma progressão de acordes: >> Analisador de Progressões <<

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Formacao de Acordes e Escalas

FORMAÇÃO DE ACORDES

Parte 1:

Na teoria musical para guitarra, a formação de acordes exerce uma grande influência sobre o aprendizado de outras matérias. Um guitarrista que domine a formação de acordes terá muito mais liberdade ao compor e interpretar, devido à maior variedade de desenhos de acordes disponíveis para uso.


Você sabe que cada casa pressionada no braço da guitarra emite uma determinada nota.
A primeira corda solta é um E, pressionada na casa 1 é um F, pressionada na casa 2 é um F#,etc...


Logo, para fazer um acorde, devemos pressionar as casas correspondentes às notas que aquele acorde utiliza, certo?


Todo acorde (Cm, F#, D7, etc...) é formado por uma tríade (ou tétrade) de notas, sendo a principal delas (a tríade) formada por uma tônica (T) , responsável por dar o nome ao acorde (a tônica é necessariamente a nota mais grave do acorde), uma terça (III), que indica se o acorde é maior ou menor e uma quinta (V), que indica se o acorde é dissonante ou consonante.

Parte 2:

Lembrando que:

Dissonante: dá ao ouvido uma sensação de "movimento"
Consonante: dá ao ouvido uma sensação de "repouso"


Bem, já aprendemos que uma tríade é um conjunto de 3 determinadas notas. Vamos ver o exemplo de Dó:

C.....C#.....D.....D#.....E.....F.....F#.....G.....G#.....A .....A#.....B.....C

Ou seja:

I: C
II: D
III: E
IV: F
V: G
VI: A
VII: B
VIII: C

Logo, a tríade de é:

I + III + V = C + E + G

Partindo da mesma fórmula, podemos obter a seguinte tabela de tríades:

.......I.....III.....V
C.....C.....E.....G
D.....D.....F.....A
E.....E.....G.....B
F.....F.....A.....C
G.....G.....B.....D
A.....A.....C.....E
B.....B.....D.....F


Tipologia das tríades

A tipologia da tríade é basicamente sua configuração estrutural considerando os intervalos entre os graus (notas).

Podemos considerar a existência de quatro formas básicas de tipologia de tríades:

Maior
Menor
Aumentada
Diminuta


Mas antes de prosseguirmos, vamos relembrar alguns detalhes:

Primeiramente, relembraremos os nomes dados aos graus da escala:

1º grau – TÔNICA
2º grau – SUPERTÔNICA
3º grau – MEDIANTE
4º grau – SUBDOMINANTE
5º grau – DOMINANTE
6º grau – SUPERDOMINANTE
7º grau – SENSÍVEL OU SUBTÔNICA (em determinadas escalas)
8º grau – TÔNICA

Tônica é a nota da qual a escala tira seu nome. É obrigatoriamente a nota mais grave.
A supertônica é o grau logo acima da tônica (super=acima de).
A mediante é o grau que fica entre o primeiro e o quinto graus.
A subdominante recebe este nome por vir logo antes da dominante, que é o grau mais “importante” depois da tônica, e que é sucedido obviamente pela superdominante.
A sensível, ou nota atrativa, recebe este nome por dar a impressão de tender a subir para o oitavo grau. Isso se explica pelo fato de que a sensível fica a meio tom da tônica. Quando, devido à construção de determinada escala, a sensível fica a 1 tom da tônica, recebe o nome de subtônica.

Para compreendermos melhor os esquemas a seguir, vamos ainda relembrar rapidamente alguns aspectos sobre os intervalos:

Os intervalos são, essencialmente, a distância entre as notas. O nome do intervalo é caracterizado por lembrar o número de graus abrangidos.

Regra: "Os I, III, VI e VII graus podem ser maiores, menores, aumentados ou diminutos. Os IV, V e VIII graus podem ser justos, aumentados ou diminutos."


Legenda:

M – maior
m – menor
A – aumentado
º ou dim – diminuto
J – justo


Listagem de intervalos:

Usando o exemplo de Dó Maior

2M - está a 1 tom da tônica (D)
2m - está a meio tom da tônica (Db)
2A - está a 1 tom e meio da tônica (D#])
- não existe

3M - está a 2 tons da tônica (E)
3m - está a 1 tom e meio da tônica (Eb)
3A - está a 2 tons e meio da tônica (E#)
- está a 1 tom da tônica (Ebb)

4J - está a 2 tons e meio da tônica (F)
4A - está a 3 tons da tônica (F#)
- está a 2 tons da tônica (Fb)

5J - está a 3 tons e meio da tônica (G)
5A - está a 4 tons da tônica (G#)
- está a 3 tons da tônica (Gb)

6M - está a 4 tons e meio da tônica (A)
6m - está a 4 tons da tônica (Ab)
6A - está a 5 tons da tônica (A#)
- está a 3 tons e meio da tônica (Abb)

7M - está a 5 tons e meio da tônica (B)
7m - está a 5 tons da tônica (Bb)
7A - está a 6 tons da tônica (B#)
- está a 4 tons e meio da tônica (Bbb)

8J - está a 6 tons da tônica (C)
8A - está a 6 tons e meio da tônica (C)
- está a 5 tons e meio da tônica (Cb)

Tendo estas informações em mente, podemos prosseguir:

Acorde Maior:

Este nome é dado pela tipologia da tríade, que funciona da seguinte forma:

Entre o I grau e o III grau temos um intervalo de 3ª maior (ou seja, 2 tons). Entre o III grau e o V grau temos um intervalo de 3ª menor (ou seja, 1 tom e 1 semitom).

Lembrando:

Fórmula do acorde maior:

I grau >> 2 tons >> III grau >> 1 tom e meio >> V grau


Vamos então formar alguns acordes maiores:

C

I grau: Dó
III grau: Mi
V grau: Sol

Formada a tríade, vamos analisar se a fórmula foi respeitada:

Dó__Dó#__Ré__Ré#__Mi
---ST--ST--ST---ST---------- 2 tons

Mi__Fá__Fá#__Sol
--ST--ST---ST------------ 1 tom e meio

Agora chegamos num ponto onde outra parte da teoria musical se faz presente: os acidentes.

Vejamos outro exemplo:

Lembrando também da regra básica para a formação de escalas:

T T ST T T T ST

D

D...E...F...G...A...B...C...D

De D a E temos um tom (T).......... ok

De E a F temos um semitom.......... mas deveríamos ter um tom de acordo com a fórmula: T T ST T T T ST

Sendo assim, o que podemos fazer é criar um acidente na nota , aumentando-a em um semitom e tornando-a F#.

Desse modo, teremos cumprido o que diz a fórmula da formação de escalas.

Continuando:

De F# a G temos um semitom..........ok

De G a A temos um tom..........ok

De A a B temos um tom..........ok

De B a C temos um semitom.......... mas deveríamos ter um tom de acordo com a fórmula.

Sustenizamos o C

De B a C# temos um tom.........ok

Continuando...

De C# a D temos um semitom........... ok

De modo que a escala completa fica assim:

D

D...E...F#...G...A...B...C#...D

Acorde menor:

No acorde menor, o esquema triádico é o mesmo. Basicamente, apenas mudamos o intervalo entre os graus.

Entre o I e o III graus devemos ter um intervalo de 3ª menor (1 tom e meio), e entre o III e o V graus devemos ter um intervalo de 3ª maior (2 tons). Ou seja:

Fórmula do acorde menor:

I grau >> 1 tom e meio >> III grau >> 2 tons >> V grau

Montando um acorde menor:

Cm

I grau:
III grau: Mib
V grau: Sol

Vamos agora comparar com a fórmula:


Dó__Dó#__Ré__Mib
---ST-----ST---ST------------- 1 tom e meio


Mib__Mi__Fá__Fá#__Sol
---ST---ST---ST-----ST------------- 2 tons


Acorde diminuto:

O esquema triádico diminuto baseia-se em dois intervalos de 3ª menor dispostos em sequência.

Fórmula do acorde diminuto:

I grau >> 1 tom e meio >> III grau >> 1 tom e meio >> V grau

Formando acordes diminutos:

ou Cdim

I grau:
III grau: Mib
V grau: Solb

Entre as notas e Mi, o intervalo é de 3ª maior. Como precisamos de um intervalo de 3ª menor, baixamos o III grau para Mib.


Dó__Dó#__Ré__Mib
---ST-----ST---ST------------ 1 tom e meio

Entre as notas Mib e Sol, temos um intervalo também de 3ª maior. Por isso, baixamos o V grau para Solb.


Mib__Mi__Fá__Solb
----ST--ST---ST------------ 1 tom e meio

OBS: Outra forma de se formar um acorde diminuta eh pegando a terça e a quinta e diminuir meio tom, e adicionar uma sexta.


Acorde aumentado:

O esquema triádico do acorde aumentado é muito parecido com o do acorde maior, tendo como única diferença a mudança do intervalo entre o III e o IV graus de 3ª menor para 3ª maior. Logo, temos uma tríade composta por dois intervalos de 3ª maior.

Fórmula do acorde aumentado:

I grau >> 2 tons >> III grau >> 2 tons >> V grau

Formemos um acorde:

Caum:

I grau:
III grau: Mi
V grau: Sol#

Entre as notas e Mi, temos uma diferença de 2 tons:


Dó__Dó#__Ré__Ré#__Mi
---ST-----ST---ST-----ST------------ 2 tons


Entre Mi e Sol há um intervalo de 3ª menor. Para combinar com a fórmula, aumentamos o V grau em um semitom, tornando-o Sol#:

Mi__Fá__Fá#__Sol__Sol#
---ST---ST----ST---ST------------- 2 tons